quinta-feira, 21 de abril de 2016


Abril indígena: Por algumas reflexões

No dia 15 de janeiro de 2016, um índio chamado Silva foi morto de forma violenta em Belo Horizonte, Minas Gerais, enquanto dormia no centro da cidade. Este índio foi enterrado como indigente. Mas a situação mudara quando a socióloga Iauaraté Una, da etnia Kambiwá, original de Pernambuco, e integrante do Comitê Mineiro de Apoio à Causa Indígena resolveu ir ao IML e reconhecê-lo e promover um enterro digno.
Este índio tinha nome e tinha história. Ele se chamava José Januário, da etnia dos Fulni-ô, de Águas Belas, em Pernambuco. Vivia desde os 40 anos em Belo Horizonte e em situação de rua há dois anos. Essa situação de violência contra o índio José Januário pode nos lembrar a mesma vivenciada pelo índio Galdino Jesus dos Santos, liderança pataxó hã hã hãe, que foi incendiado por jovens, enquanto dormia num ponto de ônibus em Brasília, em 20 de abril de 1997. Poderíamos citar muitos casos diários de violência contra os povos indígenas do Brasil e da América Latina em dias atuais.
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https://medium.com/@PulsoConteudo/abril-ind%C3%ADgena-por-algumas-reflex%C3%B5es-cd80ccfabba9#.akeihd5eh

História e deslocamentos dos Guarani Mbya do Paraguai ao Espírito Santo (1940-1973)

Resumo: Este trabalho tem por objetivo analisar a construção identitária dos povos Guarani do Espírito Santo. Esses índios, ao reelaborarem suas identidades étnicas, constroem suas histórias em processos distintos, por meio da atualização de seus mitos, ritos, narrativas, memórias, objetos, locais e pessoas. A construção do território guarani é realizada por meio dos deslocamentos (oguata porã), e é também por meio desses deslocamentos que os Guarani Mbya constroem suas histórias e suas identidades sociais. O território guarani é físico, porque esses índios buscam espaços possíveis, com condições ambientais específicas, para a construção das aldeias. O território guarani é imaginado, porque os Mbya, ao realizarem os deslocamentos, estão construindo um território para além das fronteiras físicas estabelecidas pelo Estado nacional, pois trata-se de um território construído por meio desses deslocamentos e pelas relações de casamentos, de parentesco, de busca de sementes, de rituais. Este trabalho se ancora em fontes escritas – documentais, informativas e teóricas – e em fontes orais, entre as quais se destacam os depoimentos indígenas.

Palavras-chave


Guarani Mbya; Identidade étnica; Deslocamentos; Território

Território e identidade dos Guarani Mbya do Espírito Santo (1967-2006)





Nosso trabalho procurará percorrer a dimensão histórica, tomando o aspecto territorial como linha mestra do estudo e articulando a questão identitária, política e ambiental. Partimos do pressuposto de que a identidade dos Guarani Mbya do Espírito Santo é reelaborada historicamente, mudando ao longo dos contextos históricos vivenciados por eles, e é construída politicamente no processo de luta pela terra junto aos índios Tupinikim do Espírito Santo durante os séculos XX e XXI. Nosso intuito principal consiste em afirmar que os Guarani Mbya, ao realizarem os seus deslocamentos, não são motivados apenas pela crença na Yvy marãey, Terra sem Mal. Uma das principais causas dos deslocamentos consiste nos intensos conflitos fundiários desde a saída do grupo do Rio Grande do Sul, em 1940, até sua chegada ao estado, em 1967, conduzido pela líder xamânica Tatati Ywa Rete. Todos os caminhos percorridos pelos Mbya foram repletos de disputas territoriais, pelos intensos contatos com a sociedade envolvente, pelos conflitos entre culturas distintas, pelos processos de controle estatal durante o período do Serviço de Proteção ao Índio (SPI) no início do século XX e pela ação da FUNAI durante a ditadura militar. A história da chegada dos Guarani Mbya ao Espírito Santo é narrada pelos índios principalmente por meio de depoimentos orais em que a figura central é a líder religiosa Tatati Ywa Reté. Tatati era de origem guarani da região do Paraguai. Seu nome era Candelária, naquela região. Sua família havia realizado o deslocamento do Paraguai ao Brasil. Já do lado brasileiro, Tatati também era conhecida como Maria e foi a responsável por conduzir o grupo Mbya até o Espírito Santo. Além de ser uma mulher que exercia claramente seu papel religioso, ela também sabia articular-se politicamente junto ao marido e sua filha, Aurora. O grupo Guarani Mbya, com o objetivo de conseguir ganhos e benefícios, agia negociando com os não índios, com as igrejas protestantes, com os governos locais, durante o trajeto do Rio Grande do Sul ao Espírito Santo, numa trajetória de quase 30 anos pelo litoral sul e sudeste, que se iniciou em 1940.

http://www.snh2015.anpuh.org/resources/anais/39/1434405781_ARQUIVO_textoanpuh20152.pdf

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Vídeos indígenas

índios do ES: Record news: https://www.youtube.com/watch?v=wMwIVpFZJCM
Reportagem da tv assembleia do ES:https://www.youtube.com/watch?v=U8xfrmE_Tgs
Grafismo indígena asurini : https://www.youtube.com/watch?v=onah4R4uhUE  
Ìndios guarani no good news: https://www.youtube.com/watch?v=T79nLq8Mlrw

Sites de pesquisa sobre temáticas indígenas

Sites de pesquisa para consulta a material de apoio sobre a temática indígena:

Linguagens da terra: http://www.linguagensdaterra.com.br/
Tema indígena: http://temaindigena.blogspot.com/
CTI ( Centro de Trabalho indigenista): http://www.trabalhoindigenista.org.br/
ISA( Instituto socioambiental): http://www.socioambiental.org.br/
ABA(Associação brasileira de antropologia): http://www.abant.org.br/
CIMI(Conselho indigenista missionário): http://www.cimi.org.br/
FUNAI(Fundação nacional do índio): http://www.funai.gov.br/
MEC (Ministério da educação): http://www.mec.gov.br/
Museu Emílio Goeldi (Pará): http://www.museu-goeldi.br/
Museu do Índio: http://www.museudoindio.org.br/
Museu Nacional do Rio de Janeiro: http://www.museunacional.ufrj.br/
NEPPI: Núcleo de pesquisas indígenas do Mato Grosso do Sul: http://www.neppi.org/
Paulo Borges e guarani: http://www.djweb.com.br/
Grupo de história indígena de John Monteiro: www.ifch.unicamp.br/ihb

Bibliotecas virtuais

Domínio público: http://www.dominiopublico.gov.br/
Biblioteca nacional: http://www.bn.br/
Biblioteca virtual da Unicamp: http://libdigi.unicamp.br/
Scielo: http://www.scielo.br/
Bibliotecas virtuais( endereços):http://www.cgi.br/gt/gtbv/gtbv.htm
Biblioteca virtual da PUC-SP:http://biblio.pucsp.br/
Períódicos Capes: http://periodicos.capes.gov.br/


segunda-feira, 29 de junho de 2015

Tese: Território e identidade dos Guarani Mbya do Espírito Santo(1967-2006)


Resumo: Este trabalho tem por objetivo analisar a construção identitária dos povos Tupinikim e Guarani do Espírito Santo durante o processo de luta pela terra contra a empresa Aracruz Celulose (1967-2006). Esses índios, ao reelaborarem suas identidades étnicas, constroem suas histórias em processos distintos, por meio da atualização de seus mitos, ritos, narrativas, memórias, objetos, locais e pessoas. A construção do território guarani é realizada por meio dos deslocamentos (oguata porã), e é também por meio desses deslocamentos que os Guarani Mbya constroem suas histórias e suas identidades sociais. O território guarani é físico, porque esses índios buscam espaços possíveis, com condições ambientais específicas, para a construção das aldeias. O território guarani é imaginado, porque os Mbya, ao realizarem os deslocamentos, estão construindo um território para além das fronteiras físicas estabelecidas pelo Estado nacional, pois trata-se de um território construído por meio desses deslocamentos e pelas relações de casamentos, de parentesco, de busca de sementes, de rituais. Os Guarani Mbya buscam se apropriar de espaços como escolas, universidades, assembleias indígenas e museus para afirmarem sua identidade étnica, na qual os índios compartilham o sentimento de pertencimento étnico diante de contextos históricos de transformação política. Este trabalho se ancora em fontes escritas – documentais, informativas e teóricas – e em fontes orais, entre as quais se destacam os depoimentos indígenas. 
[Texto da Tese em PDF disponível aqui]

segunda-feira, 14 de março de 2011

Dissertação Arandu renda reko: a vida da escola guarani mbya



Este trabalho busca analisar as visões dos Guarani Mbya sobre a escola na aldeia indígena de Três Palmeiras, situada no município de Aracruz, litoral norte do Espírito Santo. Partimos do pressuposto de que o entendimento da escola na aldeia deve-se a compreensão da cultura Mbya. Além disso, a escola como espaço exógeno à cultura guarani promove conflitos entre dois mundos distintos: a indígena e a da sociedade envolvente. Esses conflitos são marcados pela afirmação da identidade étnica dos Guarani, através do seu modo de ser ou nhandereko. As visões sobre a escola dividem-se basicamente de acordo com as variações dos grupos sociais da sociedade indígena em questão. Para os mais velhos e para as lideranças políticas, a escola deve ensinar os elementos da cultura Mbya. Para os professores, a escola serve para ensinar a cultura nativa e a cultura da sociedade envolvente. Por fim, para os pais e a comunidade, a escola é entendida como um espaço estrangeiro e deve ensinar mecanismos de sobrevivência dos Guarani diante da sociedade não índia, como a leitura e a escrita em língua portuguesa. A pesquisa consistiu em uma abordagem documental e etnográfica durante os anos de 2005 e 2006. Para Geertz, a cultura consiste em uma teia que o próprio homem teceu e para entendê-la é preciso estar atento ao contexto e às interpretações dos diversos grupos sociais envolvidos nesse processo. Essa perspectiva norteou nosso trabalho, pois a compreensão das visões dos Guarani sobre a escola apresenta-se de forma complexa e varia de acordo com os grupos sociais envolvidos.

Palavras-chave: Guarani Mbya- educação indígena-identidade étnica

Disponível em:

http://www.ppge.ufes.br/dissertacoes/2007/KALNA%20MARETO%20TEAO.pdf